O Instituto Homem Pantaneiro (IHP) realiza, no dia 26 de março de 2026, às 9h, o painel “Créditos de carbono e de biodiversidade na Serra do Amolar – pioneirismo e inovação para conservação do Pantanal”. O evento, que acontece na sala Tuiuiú da Casa do Homem Pantaneiro (Parque das Nações Indígenas, em Campo Grande – MS), reunirá especialistas para discutir como o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) tem se tornado uma ferramenta vital para a manutenção de áreas protegidas e o fortalecimento da economia da conservação. Esse espaço foi reinaugurado neste dia 23 de março de 2026 com as presenças da ministra de Meio Ambiente e Mudança Climática, Marina Silva, bem como do governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel.
Com a participação de representantes do próprio IHP, além da ISA Energia e da ERA Brazil, o debate foca em soluções práticas que unem ciência, iniciativa privada e protagonismo da sociedade civil.
O presidente do Instituto, Angelo Rabelo, reforça que o debate busca apresentar soluções que já foram implementadas no Pantanal e que podem ser ampliadas para o território e outras regiões. “A manutenção de áreas protegidas representa em um grande esforço. No Pantanal, temos a Rede Amolar, que possui quase 300 mil hectares formando um corredor de biodiversidade, de alto grau de importância para espécies migratórias. A via por PSA é uma das ferramentas econômicas que podemos executar para garantir esses territórios sob um uso sustentável.”
Inovação e Conservação na Rede Amolar
O painel detalha o ineditismo de projetos apoiados pelo programa Conexão Jaguar, financiado pela ISA Energia, que traz resultados concretos para a implantação de ações que geram créditos de carbono. O projeto de crédito de carbono executado na Rede Amolar, pelo IHP, foi o primeiro a ser certificado no Pantanal.
Paralelamente, a discussão aborda o cenário global dos créditos de biodiversidade — que, diferente da compensação, atuam como uma ação direta para proteger territórios já conservados. Além disso, os créditos de biodiversidade na Rede Amolar foram certificados em 2025 e também apresentados ao governo de Mato Grosso do Sul como um novo reforço para ajudar na manutenção da conservação. A ERA Brazil é a desenvolvedora da metodologia aplicada na Serra do Amolar e ainda há parceria com a Regen Network.
A Rede Amolar, região contígua ao Parque Nacional do Pantanal Matogrossense, serve como o exemplo prático dessa integração. O território funciona como um corredor de biodiversidade que abriga mais de 200 espécies catalogadas ao longo de 10 anos de estudos desenvolvidos pelo IHP, a partir de monitoramentos mensais. Dessas espécies, ao menos nove apresentam, atualmente, classificação de perigo ou vulneráveis na Lista Vermelha da IUCN.
O Papel da Sociedade e do PSA
Um dos pontos centrais do evento será demonstrar que os créditos de carbono e de biodiversidade não são competidores, mas aliados na geração de recursos para a proteção de territórios. Além disso, o painel reforça que a conservação pode ser impulsionada por pessoas físicas, permitindo que a sociedade civil contribua diretamente para a ciência e a conservação.
Atualmente, as áreas de conservação sob gestão do IHP desempenham múltiplas funções que viabilizam sua existência, tais como:
- Monitoramento ambiental e produção de pesquisa científica.
- Ecoturismo, com destaque para a Travessia Guadakan.
- Projetos para geração de renda e de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA).

Serviço
- Evento: Painel “Créditos de carbono e de biodiversidade na Serra do Amolar”.
- Data e Horário: 26 de março de 2026, às 9h.
- Local: Sala Tuiuiú, Casa do Homem Pantaneiro.
- Palestrantes: Mayara Ribeiro (ISA Energia), Lorena Lourenço (ERA Brazil) e Angelo Rabelo (IHP).
SOBRE O IHP
O Instituto Homem Pantaneiro (IHP) é uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos. Fundado em 2002, em Corumbá (MS), atua na conservação e restauração do Pantanal e para a valorização da cultura pantaneira.
Entre as atividades desenvolvidas pela instituição destacam-se a gestão de áreas protegidas, o desenvolvimento e apoio a pesquisas científicas e a promoção de diálogo entre os atores com interesse na área.
As ações prioritárias do IHP são feitas nos pilares para proteção da biodiversidade, mitigação das mudanças climáticas e atuação conjunta com comunidades tradicionais e de povos originários para apoiar o desenvolvimento sustentável. O IHP também integra o Observatório Pantanal, o Observatório Rodovias Seguras, os PANs Ariranha e Onça-pintada, além do Comitê Estadual do Fogo em Mato Grosso do Sul. Saiba mais em https://institutohomempantaneiro.org.br/
