Formação reúne profissionais de diferentes estados em atividades teóricas e práticas, com imersão no bioma
A capacitação de profissionais que atuam na proteção do meio ambiente é uma das estratégias para fortalecer a conservação do Pantanal. Com esse objetivo, o Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS), em parceria com o Instituto Homem Pantaneiro (IHP) e a Polícia Militar de Mato Grosso do Sul (PMMS), promove a pós-graduação gratuita em Estratégias para a Conservação da Natureza, voltada a policiais militares ambientais. A formação conta com o patrocínio da Energisa Mato Grosso e da Energisa Mato Grosso do Sul.
A especialização reúne profissionais de diferentes regiões do Brasil e combina atividades teóricas e práticas, incluindo imersões no Pantanal sul-mato-grossense. A proposta é ampliar o conhecimento técnico dos participantes sobre os desafios ambientais e contribuir para o desenvolvimento de estratégias de fiscalização, gestão e proteção da biodiversidade.
De 9 a 15 de novembro, os alunos participam da etapa presencial do curso em um percurso pelo rio Paraguai, com saída de Corumbá (MS) e chegada em Assunção, no Paraguai. A bordo de um barco-hotel, os 33 participantes, representantes de 15 estados e do Distrito Federal, terão contato com questões relacionadas à conservação dos recursos hídricos, às dinâmicas territoriais e à proteção de ecossistemas que ultrapassam fronteiras nacionais.
A turma reúne profissionais que já atuam na área ambiental, incluindo policiais militares ambientais responsáveis por atividades de fiscalização e proteção da biodiversidade. A experiência permite observar as características do Pantanal e compreender como o uso dos recursos naturais e a ocupação territorial influenciam o equilíbrio ambiental e as comunidades que dependem do bioma.
O patrocínio da Energisa MT e MS contribui para a realização da formação e para a valorização dos profissionais que atuam na proteção ambiental. A iniciativa reforça a importância da qualificação técnica para enfrentar os desafios da conservação e ampliar as estratégias de preservação do Pantanal.
“Investir na capacitação de profissionais que atuam diretamente na proteção do meio ambiente é uma forma de contribuir para a preservação do Pantanal. Acreditamos que o conhecimento é fundamental para fortalecer esse trabalho, e apoiar uma formação como essa reforça nosso compromisso com a valorização das pessoas e com a conservação de um bioma tão importante para Mato Grosso do Sul e para o Brasil”, afirma Paulo Roberto, presidente da Energisa MS.
“A conservação do Pantanal exige conhecimento, preparo e atuação integrada. Apoiar uma iniciativa como essa é investir nas pessoas envolvidas na proteção do meio ambiente, fortalecendo sua capacidade de atuação diante dos desafios ambientais. Acreditamos que a preservação dos nossos biomas passa pela união de esforços entre instituições, poder público e iniciativa privada, e temos orgulho de contribuir para a formação desses profissionais que desempenham um papel tão importante para o futuro do Pantanal”, destaca Marcelo Vinhaes, diretor-presidente da Energisa MT.

O Instituto Federal de Mato Grosso do Sul Campus Corumbá reforça que essa formação contribui para gerar conhecimento e favorecer que profissionais que atuam no Brasil, em diferentes biomas, possam tomar decisões e realizar ações de forma mais assertiva, com impactos mais amplos.
“A especialização em Estratégias para a Conservação da Natureza reafirma o compromisso do IFMS com uma educação pública que articula ciência, formação profissional e responsabilidade socioambiental. O percurso formativo, desenvolvido por nossos docentes, ganha ainda mais significado ao reunir profissionais de diferentes regiões do Brasil, que compartilham experiências e desafios relacionados à conservação dos nossos biomas. Esta etapa prática, no Pantanal e ao longo do rio Paraguai, representa a oportunidade de vivenciar a complexidade dos territórios e compreender que a conservação da natureza exige conhecimento científico, cooperação e compromisso coletivo”, destaca a Profa. Dra Renilce Barbosa, diretora-geral do IFMS Campus Corumbá.
Durante a navegação, os participantes poderão observar as diferentes formas de ocupação e uso das margens do rio Paraguai, além dos desafios de conciliar atividades econômicas e conservação ambiental. A hidrovia Paraguai-Paraná conecta Brasil, Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai e tem o rio Paraguai como um de seus principais eixos. A compreensão dessa dinâmica é importante para o desenvolvimento de estratégias integradas de preservação dos recursos hídricos.
“A água é o que define o Pantanal, e o rio Paraguai é o fio que liga esse bioma a outros países da América do Sul. Levar os alunos para navegar de Corumbá até Assunção é mostrar, na prática, que a conservação dos recursos hídricos não termina em uma fronteira e é preciso analisar todo um ecossistema para ter estratégias mais assertivas. Quem vai tomar decisões sobre fiscalização, planejamento e políticas ambientais precisa entender como é o uso de recursos hídricos, como é a ocupação do solo e como tudo isso afeta a biodiversidade e as pessoas”, afirma Ângelo Rabelo, presidente do Instituto Homem Pantaneiro.
Sobre a Especialização
A pós-graduação em Estratégias para a Conservação da Natureza tem duração de 18 meses e carga horária de 460 horas. O curso combina atividades a distância, etapas presenciais e apresentação de Trabalho de Conclusão de Curso, com certificação pelo Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS).
A formação prepara profissionais para atuar nos desafios da conservação ambiental nos diferentes biomas brasileiros, por meio da integração entre conhecimento científico, tecnologia e estratégias de proteção da natureza. A turma reúne participantes com atuação no Pantanal, Cerrado, Amazônia, Mata Atlântica e Pampa.
Sobre o Instituto Homem Pantaneiro
O Instituto Homem Pantaneiro (IHP) é uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, fundada em 2002, em Corumbá (MS). Atua na conservação e restauração do Pantanal e na valorização da cultura pantaneira, por meio da gestão de áreas protegidas, do apoio a pesquisas científicas e da promoção do diálogo entre os diferentes atores com interesse na região.
