Brigada do IHP faz manejo em mais de 80 km de aceiros para prevenção de incêndios no Pantanal

O Instituto Homem Pantaneiro (IHP) mantém, desde 2021, o trabalho para manter o funcionamento de uma brigada permanente para atuar na conservação de áreas prioritárias no Pantanal, na região da Serra do Amolar, localizada no município de Corumbá (MS). Durante 7 meses de atuação em 2025, a Brigada Alto Pantanal realizou o manejo de 83,7 km de manejo de aceiros nesse território para criar uma proteção e tentar evitar que incêndios florestais avancem. Neste ano, foram completados mais de 210 dias que na Serra do Amolar não há registro de fogo.

O diretor presidente do IHP, Angelo Rabelo, aponta que uma das exigências para assegurar resultados positivos envolve trabalho integral e conexões para usar ações de campo em conjunto com a tecnologia. “Um dos trabalhos de dedicação integral que o IHP desenvolve é manter uma brigada ambiental atuando o ano inteiro em áreas priortárias de conservação no Pantanal. Entendemos as ações como uma necessidade de atuar na prevenção, no plantio, na recuperação de áreas. Usamos também ferramentas de tecnologia para aumentar a capacidade de atuação dos brigadistas, principalmente para a região da Serra do Amolar.”

Neste ano, a Brigada Alto Pantanal, mantida pelo IHP, está com 12 brigadistas e realizou atividades durante 175 dias nos primeiros sete meses. Além do trabalho de campo, existem cinco torres monitorando 1,3 milhão de hectares, dia e noite, por meio do Sistema Pantera. Essa tecnologia foi desenvolvido pela startup Um Grau e Meio e mantido em parceria com o IHP pelo projeto Abrace o Pantanal, apoiado pela JBS, funciona com o uso de inteligência artificial para detectar sinal de fumaça. As detecções acontecem com tempo de resposta entre 3 a 5 minutos, enquanto os satélites podem demorar entre 5 e 8 horas para realizar a identificação de um fogo. A central de monitoramento está na sede do IHP, em Corumbá (MS).

O IHP faz o compartilhamento do acesso ao sistema para o Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul, Ministério Público Estadual de MS, Prevfogo/Ibama e instituições parceiras da Bolívia.

Além do trabalho para construção dos aceiros, a brigada desempenhou diferentes ações para educação ambiental em escolas urbanas e rurais de Corumbá e Ladário. O impacto dessas atividades envolveu diretamente quatro escolas urbanas em Ladário e uma unidade de ensino na zona rural. Em Corumbá, foram feitas iniciativas para alcançar escolas rurais nas comunidades Aterro do Binega/Barra do São Lourenço/Amolar, na comunidade Paraguai-mirim e na Aldeia Uberaba Guató.

Os brigadistas também promoveram limpeza das áreas de entorno da escola no Paraguai-mirim para criar áreas de proteção contra possíveis incêndios, bem como favorecer o acesso dos alunos, professores e servidores no local. Na escola que atende as comunidades Aterro do Binega/Barra do São Lourenço/Amolar, a equipe fez uma atividade prática sobre manejo do fogo e utilização dele como ferramenta do dia a dia em áreas remotas.

Atividades de recuperação

No período mais favorável para plantio, a Brigada Alto Pantanal plantou 2.703 mudas e também realizou a semeadura direta em 1 hectare na Serra do Amolar, em área atingida por incêndio florestal em 2024. As mudas plantadas foram de espécies nativas do Pantanal.

Também está sendo realizado apoio para manutenção de viveiro instalado na Reserva Particular de Patrimônio Natural (RPPN) Acurizal. As mudas desse local serão utilizadas a partir de dezembro para uma nova etapa de plantio.

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